terça-feira, 27 de julho de 2010

O amor...

Se não há, até então, uma definição exata para o significado de “amor”, como, afinal, posso afirmar que amo?
Não é possível, de fato, explicar o amor. Posso, no máximo, buscar descreve-lo. E é, justamente quando se conhece tal descrição, que a certeza de estar amando se instala no âmago do coração.
Posso começar falando daquele friozinho na barriga quando toca o telefone e é você, do outro lado da ligação. Posso considerar aquela saudade imensa, cinco minutos depois da despedida e oito horas antes do próximo “bom dia”. Posso listar a falta danada que você faz em cada momento, inclusive quando o momento é de não fazer nada. Posso lembrar dos sorrisos aparentemente sem razão, e justamente por isso, os melhores sorrisos. Posso apontar o abraço confortável e confortante, o calor de um toque de mãos, o som de um andar diferente de todos os outros, a sinceridade de um olhar transparente...
Há, ainda, aquele perfume que fica marcado, não por ser gostoso, mas por trazer à tona o seu cheiro. Há, ainda, os lugares visitados em conjunto, as músicas que parecem escritas por e para nós dois. E quem disse que não foram? Bem como o pôr-do-sol que só nós podemos ver – quem disse que ele não se pôs, naquele rosa suave e naquele amarelo ouro, só para nós dois?Amar muda opiniões, muda gestos, muda costumes, muda opções, muda planos e muda o mundo. Porque, quando se ama, o egocentrismo dá lugar à união. E uma festa (nem sempre) pode ser trocada por um passeio a dois. E o luxo pode se substituído por um pequeno símbolo ( de enorme agrado). E algumas poucas palavras rabiscadas em um papel podem fazer as vezes de um presente suntuoso.
Por fim, o amor existe quando possui-se o entendimento de que o corpo é perecível, os bens são temporários mas a ternura é perfulgente. O amor existe quando se pode passar dias inteiros apenas trocando olhares com alguém que, mais do que te olha, te vê. Ou quando se pode esperar dias, apenas no aguardo de outro abraço. Ou quando se pode conhecer a mente alheia sem que ela traduza seus segredos em palavras. Ou quando o melhor lugar do mundo é estar nos braços da pessoa querida.
As sensações de sublimidade, perfeição e complemento que o amor pode trazer, nada mais pode simular ou explicar.

Eu amo. Porque se não houver amor, não há vida. Há apenas sobrevivência.

Amor, obrigada por me fazer sentir isso e me fazer tão feliz.

Pq o que não era seu, passou a ser.



Babs.

2 comentários: