Débora não é Bárbara.
Débora não é Denise, Gabriela, Aline, Ana e muito menos Nátalia.
Débora não é bailarina, professora de forró, santa ou indulgente.
Débora é só Débora mesmo. E mais nada. Por enquanto.
E depois daquela noite estonteante, Débora desabafou:
Disse, veementemente, que Ele eram Dois.
Tinha um Ele que ela amava estonteantemente, pelo qual largaria tudo pra recmeçar, perdoria tudo...
Ele era O GRANDE AMOR DA SUA VIDA!
E tinha outro Ele. Um Ele louco, devastador da sua alma, herói malvado das suas tragédias, um inútil, que não serve nem para ser pisado.
O problema, para Débora, é que os dois Ele´s aconteciam juntos. E o tempo todo. No mesmo lugar.- O cara que ela AMA e que mandaria TOMAR .. agora.
Este desabafo de Débora, então, nada mais é sua simples e crua realidade do que pensar d’Ele. O Ele que ela prefere. Ou gostaria de preferir.
Então, depois da noite estonteante, Débora não era Bárbara. Débora não era Denise, Gabriela, Aline, Ana e muito menos Nátalia.
Era só Débora desesperada por um viver ambíguo e antagônico. E ela reclamava para seu umbigo ou para o umbigo dos outros. Porque este é o tipo de reclamação de umbigo.
Ela só queria dormir em paz. Sozinha por ora. Porque todos os outros que a habitaram neste tempo de agora, não a satisfizeram. Ela fingia. Porque só Ele (inteiro e não repartido) a fazia gozar sem vergonha de (sua Sombra).
Essa é uma das minhas postagens preferidas.
Entende?
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